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Jane Eyre - Leitura Obrigatória para toda Mulher Moderna
"Jane Eyre" (1847) é o segundo livro das Brontë que leio. O primeiro foi "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Brontë que, curiosamente, ocupava o posto de meu livro favorito, perdido então para a irmã Charlotte Brontë com a instigante história de Jane, uma mulher independente e livre que cativa ora pelo seu jeito único de ser e jamais submeter-se ao jugo masculino, ora pela intensidade com que vive as paixões, medos e angústias.
Sobre a Autora
Charlotte Brontë (21 de Abril de 1816 — 31 de Março de 1855) foi uma escritora e poeta inglesa, a mais velha das três irmãs Brontë que chegaram à idade adulta. Escreveu o seu romance mais conhecido, "Jane Eyre" com o pseudónimo Currer Bell.
O seu primeiro romance foi publicado já depois da sua morte, em 1857, bem como fragmentos do romance no qual Charlotte tinha trabalhado durante os seus anos de vida que foi também recentemente publicado por Clare Boylan com o título "Emma Brown: A Novel from the Unfinished Manuscript by Charlotte Brontë" e muito material sobre Agria nas decadas que se seguiram.
(Fonte: wikipedia.org)
Então, foi quem? O Fantasma da Ópera?
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| Retrato de Gaston Leroux (1868 - 1927) |
| Capa original do livro |
AVISO! Vou passar spoilers sim, porque eu posso e pronto hahahaha. Se você não conhece a história e não quer spoilers, leia só a parte de baixo:
A história do obscuro habitante do Ópera Populaire veio do livro de Gaston Leroux, "Le Fantôme de l'Opéra", publicado pela primeira vez em 1910. A história se passa no século XIX quando o teatro Ópera Populaire, luxuoso e frequentado pela alta sociedade da época, é vendido a dois rapazes. Porém, assim que estes começam a administração do local, são alertados pelos funcionários sobre uma maldição e um fantasma que vive nos subterrâneos do teatro. O fantasma exigia um pagamento mensal e que o camarote número cinco seja reservado para ele em todas as apresentações.
Ao mesmo tempo, a prima donna do Populaire, revoltada pelo "desprezo" dos novos donos, acaba por deixar a apresentação. Assume então a inexperiente bailarina do corpo Christine Daaé, que revela ser a dona de um talento incrível para cantar.
Christine acredita, desde sua infância quando sei pai morreu, que este deixou a ela um guardião e professor, a quem ela chama de Anjo da Música, porém seu anjo é na verdade o fantasma, que nutre uma paixão por Christine.
Isso coincide com a chegada do visconde Raol de Chagny, amigo de infância de Christine por quem ela se apaixona e é correspondida. Atormentado com a ideia de perder Christine, o Fantasma a sequestra e diz que só a deixará livre caso esta aceite se casar com ele.
Depois de muito rolo, Christine se sente dividida entre o amor por Raol e o fascínio pela genialidade do fantasma (que era escritor, cantor, musicista, arquiteto e engenheiro do teatro) assim como seu sofrimento (seu rosto deformado coberto pela máscara, isolamento do mundo e amor não correspondido) e acaba por aceitar o casamento a fim de salvar a vida de Raol (que fora ameaçado pelo fantasma). Quando Daaé demonstra afeto por Erik, o fantasma, este se comove por ser tratado como uma pessoa comum e acaba por desistir, dando a liberdade à Christine e o visconde e desaparecendo nos subterrâneos do teatro.
Fim dos spoilers.
Em suma, é uma história linda acompanhada de músicas espetaculares (minhas cenas favoritas são a do baile de máscaras, onde o corpo de bailarinos e os protagonistas dançam ao som de "Masquerade" vestidos em fantasias; o momento em que o Fantasma leva Christine aos subterrâneos - icônica cena com as velas e o barco - e a música All I Ask of You, cantada por Raol e Christine no teto do teatro) sobre música, amor e genialidade, e o conflito dos três pontos convergidos. Apesar do tom no livro ser de suspense e terror, a maioria das adaptações trazem um Fantasma não como vilão ou aberração, mas como anti-herói. (
A trama já ganhou vida tanto nos cinemas quanto teatros inúmeras vezes. Nas telonas, a primeira versão foi de 1925, com Lon Chaney no papel de Erik, em tom de filme de horror. Depois lançaram uma versão em 1940, com Claude Rains; em 1962, pelo estúdio inglês Hammer e em 1974 com um Erik mais humano e trágico.
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| Cartaz da versão de 1925 |
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| Poster de 1940, com Claude Reins |
O filme foi indicado ao Oscar em três categorias, e contou com o roteiro e canções criadas por Andrew Lloyd Webber, o responsável pela versão teatral conhecida até hoje. Custou aproximadamente 96 milhões de dólares bancados pelo próprio Webber. Foi o mais caro filme independente já feito.
Por:
Débora
Às 23:10
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